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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Seja competitivo no mercado de trabalho

O mercado de trabalho é um ambiente muito competitivo. Você precisa ter uma variedade de habilidades para conseguir obter vantagens que te levarão ao sucesso.

Listamos algumas habilidades essenciais para deixá-lo um nível acima dos concorrentes.

Para ser competitivo no atual mercado de trabalho você deve ser capaz de:

1- Ouvir bem:
Boas habilidades de escuta tornarão você mais produtivo e lhe ajudarão a conviver melhor com os outros e vão permitir que você trabalhe muito melhor em equipe. Saber ouvir lhe proporcionará muitos conhecimentos novos e ajudará com que os outros vejam em você alguém em que podem confiar.

2- Dominar os computadores:
Não importa sua profissão, é muito provável que você necessitará utilizar um computador. Os jovens de hoje estão conectados, no entanto os conhecimentos exigidos no mercado estão longe dos adquiridos nos smartphones, video games e tablets. Os conhecimentos necessários referem-se à softwares utilizados nas rotinas das empresas:
- Word
- PowerPoint
- Excel
- Outlook
- AutoCAD
- MSProject
- Vísio e muitos outros.

Como estão seus conhecimentos em Excel? Sabia que este é o software mais utilizado pelas empresas do mundo todo.
Veja quais conhecimentos em informática dos candidatos à trainee e estágio precisam ter. É importante certificar-se que seus conhecimentos em informática são avançados.

3- Escrever de forma eficaz:
Você deverá saber escrever muito bem pois na sua rotina terá que produzir memorandos, relatórios, apresentações, e-mail etc. Comunicar-se bem por escrito é um pré requisito fundamental.


4- Lidar com as crises no trabalho:
Ser capaz de resolver problemas de forma rápida pode ajuda-lo à relacionar-se melhor e conquistar aliados.

5- Gerenciar seu tempo:
Aprender a gerir seu tempo de forma eficaz permitirá que você conclua seus projetos em tempo satisfatório e com ótima qualidade.



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Por: Administração Portal Trainee

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O que não se deve fazer numa entrevista de emprego



  • Chegar atrasado ou adiantado demais
  • Usar roupas informais demais
  • Não saber nada sobre a empresa ou o setor
  • Expressar-se mal, com gírias e frases sem sentido
  • Mentir sobre suas qualificações
  • Inventar cargos / funções que já exerceu
  • Disputar espaço com o entrevistador
  • Vangloriar-se de suas conquistas pessoais
  • Não perguntar nada durante a entrevista
  • Demonstrar desequilíbrio emocional


Fique atento, pois um simples deslize pode custar sua vaga!


Um bom currículo, bem redigido, sem erros de português, também diz muito sobre você e pode depor contra quando feito às pressas ou copiado de outra pessoa.

O currículo é uma ferramenta indispensável para quem procura uma nova colocação no mercado de trabalho ou crescimento profissional.

Deve estar sempre atualizado, completo e objetivo, para assim facilitar e atrair a atenção dos selecionadores.

Algumas informações são totalmente necessárias e outras são opcionais, de acordo com a empresa e o cargo almejado.

Durante a entrevista, apresente seu currículo em um papel limpo e sem marcas. Um currículo todo amassado ou manchado provavelmente irá para o lixo.

Fique atento e boa sorte!



quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Como encontrar sentido no trabalho

Qualquer um pode se dedicar a algo sem nenhum propósito, mas o comprometimento jamais será integral, o empenho será pequeno e o resultado, apenas protocolar.


Nos anos 1990, depois de ter publicado mais de 25 livros e visitado praticamente todas as dimensões da gestão moderna, Peter Drucker se interessou por um tema inédito: a gestão das organizações sem fins lucrativos e o trabalho voluntário. Queria entender o que motivava pessoas a realizar trabalhos em que o lucro, o pagamento e o interesse financeiro simplesmente não existiam. Ele, um defensor do pagamento justo como meio de incentivo, percebeu, então, que o ser humano pode ser motivado de várias maneiras, e que o dinheiro está longe de preencher inteiramente as necessidades do espírito humano.

Meaning, dizia. Meaning of life – o sentido da vida. O mestre se deu conta de que o ser humano tem imensa necessidade de perceber que suas ações são orientadas por algo mais que uma simples tarefa que será paga. Qualquer um de nós pode, sim, se dedicar a algo desprovido de sentido. Entretanto, o comprometimento com tal atividade jamais contará com a inteireza, o empenho será pequeno e o resultado será apenas protocolar. A vida vazia, sem missões que exigem nosso melhor, não nos completa.

Essa é a razão por que milhões de pessoas no mundo dedicam parte de seu tempo e de sua energia a trabalhos voluntários. Drucker calculou em muitos bilhões de dólares o que deveria ser pago a voluntários, só nos EUA, se eles recebessem salários. Olhando mais de perto, ele concluiu que as pessoas buscam essas atividades para darem sentido à sua vida. E se preocupou com o fato de que o trabalho delas não lhes dava esse sentimento de serem úteis e necessárias. Seu trabalho era desprovido de significado. OK, nem todos podemos estar ligados a uma causa considerada nobre, como reduzir a miséria ou salvar as baleias. Mas qualquer trabalho é nobre, se for feito com empenho.

Duas providências simples podem resolver o vazio interior que alguns carregam: fazer bem sua parte, ser ético e correto em todos os lugares e perceber que seu trabalho é valioso para os outros. Seu trabalho é mais do que uma simples tarefa. É uma nobre missão.



  
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Por Eugênio Mussak

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A importância da oportunidade para o primeiro emprego

O primeiro emprego
Pesquisa mostra a importância que a primeira oportunidade tem para a vida toda

O primeiro emprego define o resto da carreira? A partir desta pergunta, a empresa de Recursos Humanos, Randstad, realizou em 2014 uma pesquisa com 400 pessoas, de 18 a 65 anos, de 33 países e identificou a importância do primeiro emprego para os profissionais atuais.

O estudo afirma que 44% do público entrevistado acredita que os primeiros anos da carreira são decisivos para o futuro profissional. Os chineses lideram este ranking, com 82%. A Índia ocupa o segundo lugar, com 76%. Já no Brasil, 34% acreditam que a primeira experiência tem um peso na trajetória profissional.

É o caso de Washington de Jesus Silva, de 25 anos, que iniciou sua carreira há 10 anos como Jovem Aprendiz do Espro - Ensino Social Profissionalizante. Na época, Washington conseguiu uma oportunidade em uma instituição bancária, no qual foi efetivado e trabalhou por quatro anos.

Após a experiência como Aprendiz no setor administrativo financeiro, ele decidiu fazer uma graduação na área. "Segui esta área, pois está sempre em desenvolvimento e abriga grandes oportunidades. Me adaptei super bem e o meu desenvolvimento foi acima do esperado. Meu início no mundo do trabalho teve grande influência nesta minha escolha, porque revelou minha afinidade com este segmento de atuação", afirma.

Ter se identificado e seguido a área no qual teve contato em sua primeira experiência só lhe trouxe bons resultados. Atualmente, Washington ocupa o cargo de gerente Financeiro em uma empresa de engenharia.

Estímulo: “A empresa que aposta no primeiro emprego tem, acima de tudo, um forte compromisso social. Mais do que simplesmente contratar, é preciso treinar, capacitar, oferecer ao jovem profissional o conteúdo necessário para ele mesmo trilhar a própria trajetória: seja a de crescer junto com a companhia ou a de buscar novas oportunidades no mercado de trabalho”, diz o diretor de Comunicação Corporativa do McDonald’s Brasil, Hélio Muniz, em artigo.

No artigo, Muniz chama a atenção para o momento atual da economia brasileira e em quanto podem e devem contribuir as grandes corporações para oferecer uma primeira oportunidade aos jovens. “Nada pode ser mais gratificante para qualquer companhia e nada poderá dar mais resultado do que ser gerador de oportunidades”, diz.



  Coisas que não se deve fazer em uma entrevista de emprego:  

• Chegar atrasado ou adiantado demais
• Usar roupas informais demais
• Não saber nada sobre a empresa ou o setor
• Expressar-se mal, com gírias e frases sem sentido
• Mentir sobre suas qualificações
• Disputar espaço com o entrevistador
• Vangloriar-se de suas conquistas pessoais
• Não perguntar nada durante a entrevista
• Demonstrar desequilíbrio emocional



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Por: Bem Paraná

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

8 frases que devem ser evitadas no ambiente de trabalho

Pode parecer bobagem, mas algumas coisas que dizemos ao longo do dia no local de trabalho influenciam na construção da nossa imagem perante colegas e gestores. De acordo com os especialistas entrevistados pelo UOL, todo profissional deve se atentar para o fato de que não são só resultados que contribuem para a formação de uma carreira. O que você fala e como precisa ser coerente com o seu comportamento e conhecimento demonstrados.

"A forma como expressamos sentimentos e opiniões reflete o tipo de relação que estabelecemos com nossos colegas e ambiente profissional. Aquilo que dizemos atesta o quanto estamos felizes ou não com o trabalho e a vida pessoal. Não custa nada se policiar para evitar prejuízos", afirma Edna Bedani diretora da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) de São Paulo.

Por isso, reunimos oito frases que você deve pensar duas vezes antes de colocar para fora ou mesmo riscar do seu vocabulário definitivamente. E não é difícil pensar em outros exemplos para associar aos aqui descritos. Reflita!

1 - "Não dá para trabalhar com essas pessoas"
A habilidade de relacionamento é muito importante no ambiente profissional, afinal, passamos mais tempo com os colegas de trabalho do que com a própria família. "É fundamental cultivar relações saudáveis para ter mais prazer no ambiente profissional e, consequentemente, melhor desempenho", diz Renata Arrepia, da SBCoaching (Sociedade Brasileira de Coaching).

2 - "Não é problema meu"
De acordo com Andrea Piscitelli, consultora em gestão humana e professora da FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado), em São Paulo, essa é uma frase comum e que exprime falta de engajamento. Seja o indivíduo gestor ou não, a tarefa é resolver o que aparece como obstáculo e não "jogar" para outra pessoa. "É uma atitude egoísta e que demonstra falta de espírito de equipe, além de desmotivar quem trabalha com você."

3 - "Por que você mesmo não faz?"
Esse tipo de questionamento demonstra má vontade em realizar o que lhe foi designado e falta de espírito de equipe. "Empresas funcionam como uma engrenagem, por isso todos precisam trabalhar juntos e cooperar uns com os outros", diz Renata Arrepia, da SBCoaching.

4 - "Prepare-se! Cabeças vão rolar"
Segundo Andrea Piscitelli, da FAAP, essa é uma frase comum no ambiente corporativo diante de alguma crise - e profundamente de mau gosto. "Propõe um tipo de ameaça e deixa o clima pesado, além de desestabilizar as pessoas que ouviram."


5 - "Depende..."/ "Eu acho que..."
De acordo com os especialistas, respostas subjetivas em relação a prazos e tarefas solicitados geram falta de credibilidade.

6 - "Essa reunião não vai dar em nada"
Segundo Andrea Piscitelli, da Faap, essa frase atesta pessimismo e falta de abertura para aprender e debater coisas novas. "Esse tipo de colocação vai contra o profissional moderno, que deve sempre buscar se aprimorar. Além disso, demonstra certo comodismo por não desejar novidades na rotina."

7 - "Vou tentar"
Para Edna Bedani, da ABRH, a afirmação soa como falta de interesse. "Prefira usar 'vou fazer o possível', pois assim existe uma mensagem de que pode acontecer uma falha no processo, o que é normal em qualquer situação."

8 - "Isso não é justo"
Frase comum no ambiente de trabalho, segundo as especialistas, ela não é tão inofensiva quanto parece, pois demonstra vitimização. "Comparar uma situação a outra ou a um colega nunca é bom. Retire esse conjunto de palavras de campo e busque o seu aperfeiçoamento em vez de passar a imagem de vítima."


Por fim, se você é chefe, deve chamar o subordinado que tem o costume de dizer essas frases e entender o que está acontecendo. E, se é colega e tem liberdade para tal, deve dar um toque. "É inevitável que algumas vezes as tristezas pessoais sejam transferidas para o trabalho. Não podemos conviver com atitudes assim no ambiente de trabalho, pois atrapalham o processo como um todo", afirma Edna Bedani, da ABRH.



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Por: Val Kaline

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Como a música afeta a produtividade



Selecionamos um post muito bacana do blog ToDoist. Veja como a música pode influenciar na sua produtividade no trabalho e até mesmo nos estudos.


Muitas pessoas gostam de escutar música durante o trabalho e ao estudar. E não importa o estilo: clássico ou eletrônico, a verdade é que cada um tem a sua própria trilha musical preferida para produzir.

Bem, e se você ainda não tem uma, experimente adicionar “Ouvir Música” à sua lista de tarefas de hoje em Todoist: estudos afirmam que ouvir música durante o trabalho de fato tem um impacto positivo sobre a nossa produtividade.

É o que afirma Teresa Lesiuk (2005) que estudou o efeito que ouvir música gera em nossa performance no trabalho, e descobriu que “há de fato uma melhora no humor e uma percepção mais aguçada ao desenvolver tarefas quando trabalhamos”. Os resultados mostraram que a qualidade do trabalho era menor quando nenhuma música era tocada, e que indivíduos em geral gastavam mais tempo em uma única tarefa quando a faziam em absoluto silêncio. Por outro lado, aqueles que escutavam música durante o trabalho terminavam suas tarefas mais rapidamente e em geral propunham melhores ideias.


Há alguns detalhes, entretanto: um artigo na Revista Psychology Today acrescentou que, enquanto ouvir música durante o trabalho para uns era extremamente positivo, para outras pessoas tornava-se uma distração, e que por isso era necessário considerar diversas variáveis na hora de escolher a melhor música para um ambiente de trabalho. Por exemplo: utilize músicas instrumentais, sem vozes ou palavras cantadas, para evitar que interfiram em tarefas que envolvam linguagem.

Silêncio é, por assim dizer, um tipo de música e pode ser tão eficaz quanto uma. Se música o distrai, por exemplo, tente um fundo com sons de natureza. Ouça apenas as músicas que você gosta, porque essas que o farão se sentir melhor. Experimente ouvir músicas com diferentes compassos e ritmos, pois isso pode ajudá-lo a mudar o seu estado de espírito de acordo, e com isso ajudá-lo com tarefas que necessitem um determinado tipo de energia ou ânimo.

Assim como tudo, faça também intervalos musicais. Uma mudança no ambiente, mesmo de forma sonora, pode fazer uma grande diferença na hora de produzir.

E com isso, sugerimos Focus@Will, nossa mais recente descoberta para ajudar a centrar melhor em suas tarefas. É uma ferramenta web baseada em neurociência que usa uma sequência de músicas instrumentais para aumentar a atenção a uma tarefa, como trabalhar, estudar, escrever ou ler (os níveis de atenção chegam a 400%). É altamente recomendado para alguém que precisa ser produtivo para já, seja por causa de um trabalho com prazo de entrega, seja por causa de um estudo para prova.

A equipe que está por trás de Focus@Will trabalhou com pesquisadores da UCLA para entender como diferentes músicas no background podem influenciar a motivação, e como diferentes gêneros musicais podem ajudar as pessoas a “acessar” a sua própria zona de concentração onde são mais produtivas. De acordo com o site da companhia, a sequência de músicas de focus@will foi formulada com atenção especial a características como velocidade e som para influenciar positivamente as atividades cerebrais e, com isso, aumentar o foco e a atenção.

Utilizando um acervo musical curado por cientistas, o Focus@Will funciona com ciclos de 100 minutos de música selecionados para maximizar a concentração.
E como Todoist está comprometido em alavancar ferramentas de tecnologia que promovam uma melhor produtividade, é um enorme prazer dividir com vocês essa sugestão!





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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Mensagem para a Crise

Crise: perigo ou oportunidade

Por: Abílio Diniz

Muitas pessoas estão criticando o país e deixando de investir. Mas investir no Brasil, apesar de tudo, vale a pena. Melhor dizendo, investir no Brasil, quando se olha tudo, vale a pena. E isso não é retórica. É o que eu e as empresas da qual faço parte estamos fazendo.

Já vivi muita coisa, e, quando falam hoje que o Brasil passa por uma grande crise, posso lhes garantir que passamos por situações piores no passado e demos a volta por cima. O Brasil é um país preparado para superar adversidades.

Muitas pessoas estão criticando o país e deixando de investir. Mas investir no Brasil, apesar de tudo, vale a pena. Melhor dizendo, investir no Brasil, quando se olha tudo, vale a pena. E isso não é retórica. É o que eu e as empresas da qual faço parte estamos fazendo.

Obviamente, não vou negar que, após uma década de grandes avanços econômicos, políticos e sociais, o Brasil enfrenta mais um momento de crise. Mas, como diz o clichê, ele traz oportunidades.

Eu comecei ajudando meu pai, imigrante português, na mercearia que ele fundou em São Paulo em 1948. A primeira grande crise que enfrentei ocorreu nos anos 1960, com o golpe militar. Na década de 1980, tivemos choque de petróleo, crises fiscais, socorro do FMI e inflação em alta. A crise econômica aguda contribuiu para acelerar a queda da ditadura, mas a democracia não significou o fim das nossas crises econômicas.

O país conviveu com inflação muito alta ou hiperinflação por uma década. Vários planos não só fracassaram como acabaram agravando os problemas. A partir de meados dos anos 1990, o país finalmente começou a controlar a inflação e aprovou uma lei de responsabilidade fiscal que ajudou a equilibrar as contas públicas. Mas esses avanços não evitaram a chegada de novas crises, algumas de origem externa.

Apesar de tudo isso, as empresas brasileiras encontraram caminhos para crescer num país imenso, de enormes recursos, população trabalhadora e empresários resilientes, capazes e criativos.

Eu sou a prova disso.

Ao longo dessas décadas duríssimas, a empresa que meu pai fundou, e eu desenvolvi, cresceu diante das oportunidades e dificuldades, tornando-se um dos maiores grupos de varejo do mundo.

O Brasil tem gestores da melhor qualidade, criados e testados nas crises mais duras, que pareciam impossíveis de superar, mas foram superadas. Essa população é trabalhadora, empreendedora e ávida por educação. Nosso mercado é um dos maiores do mundo. Nossas empresas cresceram de forma vigorosa nos últimos anos, criando riqueza, governança e mercado, ativos valiosos que não desapareceram.

Oportunidades existem. É preciso identificá-las. Crise é uma chance de você mostrar o seu valor quando quase tudo à sua volta está perdendo valor. A hora, portanto, é de mostrar que o Brasil é muito mais forte que suas crises e seus governantes.





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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Como procurar a carreira certa


Ó céus, para onde vou?


Elaborar estratégias de crescimento ou de mudança e tomar decisões sobre a própria carreira nunca foi fácil. Atualmente, somos convidados a fazê-lo com frequência cada vez maior ao longo de nossas trajetórias a fim de respondermos às inúmeras exigências de um mercado complexo, competitivo e em acelerada mutação. Esta realidade fez surgir a oferta de serviços profissionais no campo da ajuda para a carreira.

Certamente, você já ouviu falar em orientação vocacional, orientação profissional, reorientação de carreira, coaching, outplacement. Mas, sabe o que significam? Embora muitos os utilizem como sinônimos existem diferenças básicas que os distinguem. Um esclarecimento neste sentido pode ser útil, caso queira procurar por algum deles.

O pioneirismo neste campo fica por conta da orientação vocacional, que surgiu entre as décadas de 1960 e 1970 com o objetivo de auxiliar estudantes na escolha da futura profissão. Esta modalidade de suporte se mantém até hoje e passou a ser mais conhecida como orientação profissional (OP). Após os anos 1990, com as mudanças no mercado e seus reflexos nas carreiras, os serviços de OP tomaram fôlego, ampliando-se para o longo da vida profissional: passaram a atender estudantes de cursos superiores, profissionais formados, jovens ou com muita experiência no mercado, culminando com o auxílio para a ocupação após aposentadoria.

A questão central da OP é que o sujeito tem dúvidas a respeito do que fazer em termos profissionais (devo mudar parcialmente? radicalmente? fiz a escolha certa? não gosto mais do que faço, mas também não sei o que fazer etc.) ou não sabe quais caminhos seguir nem como efetivar a mudança. Autoconhecimento e elaboração de um projeto do que fazer são parte integrante deste processo. É igualmente chamado de reorientação de carreira.

O coaching trata do desenvolvimento de competências necessárias à progressão de carreira. O profissional sabe a direção e procura suporte para a aquisição de habilidades que alavanquem o seu desempenho e crescimento no ambiente de trabalho.

O serviço de outplacement (recolocação) ajuda quem perdeu o emprego ou deseja trocá-lo por outro. Assessora o cliente em atividades de busca de informação sobre o mercado, redação de currículos, construção e utilização de redes de apoio, procura de emprego e preparação para entrevistas.

São diferentes suportes para diferentes necessidades, porém, igualmente importantes desde que realizados com profissionais éticos e competentes.



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Por: Sandra Loureiro, professora da PUC e psicóloga

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Persiga seu sonho mesmo que ninguém o incentive


As pessoas não estão incentivando você a seguir seu sonho? 

Veja agora porquê você deve seguir em frente.


Sempre que você tenta implementar mudanças positivas em sua vida, você vai experimentar algum tipo de resistência. Às vezes, a resistência é interna, o que significa que você precisa superar a si mesmo.

Acordar mais cedo para ir para a academia pode ser bem chato. É muito mais fácil apelar para o soneca do seu despertador. Da mesma maneira, é difícil recusar uma pizza, ou sanduíche quando estamos no meio de uma festa com amigos de trabalho. Isso nos dá uma agonia.

A mesma coisa acontece quando decidimos começar um negócio. Às vezes você coloca tantos obstáculos em sua vida que você esquece o motivo porque você queria começar algumas coisas.

Essa é a resistência interna à mudança. Normalmente esse tipo de resistência é realmente um bom sinal. Isso significa que você está mudando. Mas junto com essa resistência, você também vai enfrentar alguma resistência externa das pessoas que estão ao seu redor.

Desde seus pais lhe dizendo para ser realista, até mesmo as críticas por conta de suas escolhas. Isso é algo que vai acontecer durante as escolhas que você faz em sua vida. Seus colegas de trabalho, por exemplo, querem apenas que você esteja satisfeito por ainda ter um emprego. Ainda mais nessa época de crise. Para alguns amigos, suas decisões são sem propósito, ou então, muitas vezes, eles nem têm tempo para ouvir o que você tem a dizer. Não se incomode com isso!


Tudo isso é resistência externa. Se você deixar as pessoas afetarem suas decisões, os resultados podem ser desastrosos. Aqui está a verdade: as pessoas que criticam você, ou que duvidam de você, ou que diminuem você, não compreendem o seu por quê.

Elas não entendem suas paixões, sonhos e desejos e o motivo delas serem tão importantes para você. E isso é normal. É perfeitamente normal viver uma vida que outros não entendem. É perfeitamente normal escolher uma carreira que é anormal. É perfeitamente normal ficar acordado a noite toda, trabalhando em algo em que você se preocupa, mesmo se não for resultar em dinheiro nesse momento.

É normal ser freak, desajustado, ou até mesmo proscrito. A única coisa que não é normal é desistir de sua personalidade única ou esconder seus talentos porque alguém lhe envergonhou diminuindo o seu potencial.

Então, hoje, saia e viva a vida do seu jeito! No tempo certo, todas as pessoas que zombaram de você, vão perguntar como você conseguiu. E tudo que você vai ser capaz de fazer é sorrir.



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Artigo adaptado do original “Why You Should Pursue Your Dream Even If Nobody Encourages You” da Entrepreneur.
Link 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O que é Qualificação Profissional

Qualificação Profissional são os atributos e características de um indivíduo para se posicionar bem no mercado de trabalho. 

Essa qualificação não é uma formação completa, ela é utilizada como complemento da educação formal podendo ser aplicada nos níveis básico, médio ou superior. Sua carga horária vai depender da necessidade de aprendizagem e do curso / treinamento escolhido.

É a preparação para aprimorar as habilidades e especializar-se em determinadas áreas para executar da melhor forma as atribuições solicitadas.

Qualificação Profissional é um requisito básico para ter sucesso no mundo globalizado e funciona de forma a complementar a formação, seja ela de nível médio ou superior, através da incorporação de conhecimentos teóricos, técnicos ou operacionais relacionados à produção de bens e serviços, por meio de processos educativos desenvolvidos em diversas instâncias (escolas, sindicatos, empresas, associações).

A Qualificação Profissional pode ser conquistada através de conhecimentos teóricos, técnicos e operacionais, para qualquer tipo de empresa, como cursos de idiomas ou informática, para um setor específico, como logística, marketing, setores administrativos etc.

No mundo atual e globalizado em que vivemos, a Qualificação Profissional tornou-se mais do que essencial e determinante para o futuro profissional de um indivíduo, uma vez que muitos profissionais de recursos humanos já consideram o diploma superior uma qualificação mínima para obter sucesso.

O candidato que mais apresenta formações em seu currículo é o que mais tem chances de obter boa colocação. Ele deve especializar-se continuamente com cursos profissionalizantes, conhecimentos em idiomas, informática etc.

O público principal que deve buscar a Qualificação são jovens com ensino médio completo, geralmente com cursos de informática e à procura do primeiro emprego. Esses são os candidatos a funções de recepcionista, digitador, secretária e de preferência qualquer outro cargo que não tenha exigência de experiência anterior.

Uma solução é procurar cursos para colocação no mercado de trabalho. É importante aprender o processo de elaboração de um bom currículo, a importância e as etapas de uma entrevista, além de questões de relacionamento interpessoal e ética dentro de uma empresa.

Qualificação profissional também é a preparação do cidadão através de uma formação profissional para que ele possa aprimorar suas habilidades para executar funções específicas demandadas pelo mercado de trabalho e se destacar.



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Fonte: Wikipedia / Google

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Como os jovens vão enfrentar a Quarta Revolução Industrial

O que as transformações pelas quais o mercado de trabalho vai passar nos próximos anos impõem à agenda dos jovens?

A chamada Quarta Revolução Industrial - era da inteligência artificial, dos rôbos, impressão 3D, da nanotecnologia e da internet das coisas - vai cortar milhões de postos de trabalho, segundo relatório apresentado hoje pela entidade que organiza o Fórum Econômico Mundial.

E para enfrentar a competitividade crescente e as novas demandas no que diz respeito a habilidades técnicas e comportamentais, jovens já começam a desenhar um plano de desenvolvimento para a carreira.

É o que revela uma pesquisa da Infosys. Com a participação dos jovens de países como Índia, África do Sul, Brasil, China, Grã-Bretanha, França, Austrália e Alemanha, o levantamento traz seus interesses e perspectivas para o futuro. Foram entrevistados mil jovens de cada um dos países, com idades entre 19 e 25 anos.

A importância da tecnologia aprece estar clara para grande parte dos participantes, sobretudo, aqueles oriundos de economias em desenvolvimento, como Índia, África do Sul, Brasil e China. Veja agora as sete descobertas da pesquisa:


• Otimismo
Os jovens se mostram otimistas em relação ao futuro de carreira. Quase dois terços do total de entrevistados têm percepção positiva. E os brasileiros se destacam por esta característica: 34% são otimistas e 40% são muito otimistas.
Jovens de outras economias em desenvolvimento, como África do Sul Índia também se mostram mais otimistas do que os entrevistados da Austrália, França e Grã Bretanha.

• Sabendo gerir o tempo
A competência essencial ao sucesso que mais citada pelos jovens foi a gestão do tempo. As cinco competências mais valorizadas pelos entrevistados da pesquisa foram Gestão do tempo, Comunicação verbal, Trabalho em equipe, Pensamento crítico e Competências técnicas da sua profissão.

• Apostando no aprendizado contínuo de novas competências
A grande maioria reconhece que o sucesso profissional está intimamente ligado ao aprendizado contínuo de novas competências e habilidades ao longo da carreira. E as mulheres se destacam mais do que os homens nesta percepção.

• Dominando habilidades no campo da tecnologia
Quem não tem habilidades no campo da tecnologia terá enorme dificuldade em encontrar emprego estável no futuro. Em média, dois terços dos entrevistados de países como China, Brasil, Austrália, Grã Bretanha e Estados Unidos concordam com a premissa acima.
A pesquisa mostra que 68% dos jovens chineses consideram que aqueles são habilidosos em ciências da computação terão mais sucesso na carreira.


• Desvendando a ciência de dados (Big data)
O interesse em aprender sobre ciência de dados é maior entre os jovens das economias em desenvolvimento. Indianos são os mais interessados, alemães, os menos.

• Sabendo desenvolver apps
Os jovens indianos também são os mais interessados em aprender a desenvolver aplicativos, entre todas as nacionalidades consultadas. Jovens sul-africanos e brasileiros também aparecem entre os mais interessados em dominar este tipo de tecnologia no futuro.

• Dominando programação
Aprender programação e suas linguagens está entre as metas de quase metade dos indianos entrevistados, que mais uma vez encabeçam a lista de grandes interessados em dominar novas tecnologias.



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Por: Camila Pati para Revista Exame

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A postura do jovem para o primeiro emprego

Ótima entrevista com o Consultor em Carreiras e Coordenador do curso de Pós-graduação em Gestão da UNI-RN, Flávio Emílio Monteiro. O educador corporativo faz uma análise sobre cenário econômico e aponta caminhos para o jovem que pretende iniciar uma carreira profissional.
Aproveite!


 O jovem precisa se mostrar disposto a aprender, ter atitude.


Baixa escolaridade ou deficiências na formação profissional, falta de experiência e dificuldades em entender as exigências corporativas são alguns dos fatores que dificultam a inserção dos jovens no mercado. No início da carreira produtiva – entre os 18 e 24 anos –, a maior parte dos jovens ainda tenta compreender quais decisões tomar sobre uma carreira. Em período de recessão e corte de vagas, a situação parece ainda mais complicada para o profissional que deseja iniciar no mercado de trabalho.

Para Flávio Emílio Monteiro, o mercado está, de fato, mais exigente para o jovem. Entretanto, acima da formação profissional e da experiência, as empresas buscam comprometimento e atitude. “O mercado procura algo além do conhecimento técnico mas gente que aja diferente, se comporte diferente e tenha atitudes que possam agregar para a empresa”, ressalta Monteiro.

♦ Há uma idade ideal para iniciar a idade profissional?
É uma decisão pessoal e da própria condição financeira. A alternativa de o jovem entrar antes mesmo de terminar o ensino médio é medida pela circunstância. Ele precisa colaborar com o orçamento doméstico: não há incompatibilidade entre estudar e organizar o tempo para trilhar a profissão.

♦ O que o jovem que deseja entrar no mercado de trabalho deve ter em mente?
Não há faixa etária ideal: ela se inicia, em termos legais, a partir de 14 anos. Os programas de incentivo à inserção, como o pequeno aprendiz, não deixaram de existir por causa do momento difícil do mercado. O que diferencia mesmo é atitude. O jovem precisa se mostrar disposto a aprender, ter atitude. E mesmo em períodos de crise, empresa nenhuma quer perder um talento que possa ser desenvolvida.

♦ Quais parâmetros medem esta “atitude”?
Um conjunto de comportamentos que ele vai apresentar. Alguém que seja adaptável, demonstre iniciativa, tenha organização, todas as coisas que são universais no mercado, independente se é um período próspero ou difícil.

♦ Como o mercado está em recessão, as seleções vão se tornar mais seletivas?
Sim, as empresas já são seletivas, e em períodos de recessão como que estamos passando elas tendem a ser ainda mais seletivas. Como a quantidade de vagas é muito pequena e de pessoal é grande, o rigor é maior.

♦ A qualificação que o mercado fala é apenas técnica ou também foca no comportamento e ética no trabalho? 
Essa complementação acaba sendo aquele diferencial de atitudes que pode garantir que o jovem ganhe a vaga. O mercado procura além do conhecimento técnico, do preparo ou um diploma de curso específico, mas gente que haja diferente, se comporte diferente e tenha atitudes que possam agregar para a empresa. Por isso as dinâmicas, entrevistas, que vão focar mais o lado comportamental.

♦ Quais conhecimentos “básicos” o jovem precisa ter?
Em princípio idiomas, principalmente o nosso. Por mais óbvio que possa parecer, há quem escreve mal, não se comunica direito e isso no mundo corporativo é imperdoável. Acrescentar um segundo idioma é desejável, mas eu não considero que quem não sabe falar inglês vá perder muitas oportunidades. Se tiver, aumenta as chances. Dominar o português é fundamental. Também é preciso uma capacidade analítica, que vem da matemática, por exemplo. Além disso, é preciso usar as ferramentas, não só como usuário: é preciso saber usar um word, excel, algum tipo de banco de dados.

♦ O que um jovem que não tem experiência profissional pode colocar no currículo?
Entre os recrutadores há uma máxima bem curiosa: todo mundo que declara avançado no currículo, na verdade é médio; quem fala médio, é elementar; e quem fala elementar, não sabe de nada. As pessoas tendem a se supervalorizar no currículo. Mas currículo pede, primeiro, os dados básicos: nome, idade, contato telefônico. Documentos pessoais só entram na fase de contratação. Além disso, é preciso colocar a última formação escolar ou acadêmica. No último tópico, a experiência, ou perfil profissional. O jovem que não tem experiência não vai inventar. O que a gente recomenda é: fez alguma atividade voluntária, participou de alguma atividade, viajou para fora do país, ganhou um concurso de poesia? Coloque no currículo. Pode não ter nada relacionado com a vaga pela qual você concorre, mas mostra um traço do seu perfil: uma pessoa desprendida, com iniciativa, que sabe trabalhar em equipe. O significado da palavra “curriculum” é curso de vida, então pegue o que há de melhor, o que for de verdade, e coloque. Os recrutadores têm vários artifícios para descobrir mentiras, eles vão olhar rede social...

♦ Por falar em internet, ela deve ser inserida no currículo?
Não agrega. Colocando ou não alguém vai rastrear, mas caso o candidato avance, não na primeira fase.

♦ Os jovens costumam ter muita presença em redes sociais. Para quem está começando ou já está no mercado de trabalho, é preciso ter filtro?
Não há como negar que o mundo corporativo é conservador, esta é uma característica de grande parte das empresas. Temos liberdade no nosso país, mas nem todo mundo consegue utilizar a rede social de forma responsável. Então, é preciso pelo menos ter o cuidado de colocar filtros corretos para que fotos, conteúdos e opiniões fiquem restritos à amizade e intimidade do candidato. Quando você deixa muito aberto, isso pode causar um mau julgamento sobre a pessoa. Não chega a ser uma questão de segregações, mas você faz projeções pelo estilo de vida que a pessoa demonstra ter. E as empresas não estão selecionando para arriscar, mas para acertar, até porque isto custa tempo e dinheiro. Aparecendo um traço comportamental fora do que a empresa quer, está fora.

♦ Já que se falou em conservadorismo, como é vista hoje a tatuagem, o piercing...?
Cada vez mais (o mercado) vem aceitando. Conservador, hoje, é mais relacionado ao comportamento, não aparência, até porque o próprio Ministério Público do Trabalho se posiciona fortemente contra qualquer tipo de discriminação. Tatuagem, piercing, cor de cabelo, alargador dependem muito da característica da empresa. Na área de criação de uma empresa de propaganda você pode encontrar tudo isso que citou, o mesmo em um call center. E tatuagem, o que a gente recomenda? Ter cuidado com o local. Tem que ser um local em que você administra a coisa: mostra quando deve e esconde quando não deve. Tamanho, extensão do desenho também devem ser observados, bem como o tipo de desenho.

♦ Durante a seleção, há alguma dica para o jovem minimizar o nervosismo?
Entrevista, no final das contas, é treino. Você começa a ficar mais solto ao longo de várias. Uma sugestão é que o jovem exercite o diálogo: alguns têm o hábito de se isolar. Com o smartphone, alguns dialogam pouco com a família, com os amigos, na escola. Então, esta pessoa frente a frente com um selecionador vai ficar nervosa. E não tente também bancar o ator nesta hora. Há alguns sites que dão a recomendação do que dizer, citar que “ser perfeccionista é o meu defeito”. Isso não vale. Gostar das coisas certas não é um defeito. Script não funciona. Os recrutadores estão cada vez mais criativos nas perguntas.

♦ Com a lei nacional de aprendizado, o jovem está cada vez mais cedo disponível no mercado. A empresa precisa ter uma atenção especial com ele?
Quando alguém é admitido como jovem aprendiz, estagiário ou trainee, a empresa raciocina que a pessoa está em processo de desenvolvimento. Então, nada mais normal que ela faça perguntas, e a empresa já está aberta a dar este apoio. É importante que ele (o estudante) não se retraia nesta hora. Se eu faço perguntas é porque eu tenho interesse, iniciativa, e isso é extremamente bem visto.

♦ Qual o benefício para a empresa em buscar o jovem profissional?
Primeiro é que ela atende a uma determinação legal, que estabelece que a empresa tenha um percentual de jovens aprendizes. Segundo, ela consegue jovens talentos que podem ser moldados pela cultura e característica da empresa. E, do ponto de vista financeiro, trazer um jovem aprendiz ou estagiário tem custo bem mais baixo.

♦ Não há o risco de a empresa substituir, em tempos de recessão econômica, o profissional pelo estagiário?
Cada vez mais as empresas têm procurado se adequar à lei do estágio e do aprendiz, mas claro que distorções você vai encontrar ainda. O que acontece é que tanto o jovem aprendiz quanto o estagiário tem carga horária diferenciada, e não se coloca para eles cargos de tomada de decisão e risco. É mais uma função de aprendizado, apoio, auxílio do que propriamente quem vai responsabilizar por uma tarefa. Mas cabe também ao jovem perceber, informar que está sendo submetido a jornadas exaustivas ou pressão psicológica, até porque todos os contratos são regidos por instrumentos legais. É importante ele ler e saber se o que executa na empresa está de acordo com o que executa no trabalho.



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Por: Nadjara Martins

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Entrevista de emprego por videoconferência


Atualmente, está cada vez mais comum a realização de entrevistas online por meio de videoconferências, que chegam a substituir as entrevistas presenciais, dependendo da empresa. De acordo com pesquisa da Robert Half, empresa de recrutamento especializado, a utilização desse método aumentou em torno de 52% no Brasil nos últimos três anos. E os motivadores são agilidade e diversidade na seleção e diminuição de custos.

As empresas alegam que o método proporciona que candidatos de várias localidades do país e até do exterior participem. Quem é avaliado por meio dessa entrevista, dizem que é o mesmo que participar de uma conversa presencial. No entanto, é preciso ter cuidados básicos para que seja bem-sucedida, entre eles boa conexão na internet e nada de interferências nem no computador nem fora dele.

A Infinity Brazil, empresa que recruta funcionários para trabalhar em navios dentro do país e no exterior, faz a maioria das entrevistas por Skype, por causa do custo menor, já que não precisa haver deslocamentos, e também pela possibilidade de mais opções de concorrentes. “Grande parte dos candidatos é de fora, para justamente poder abranger pessoas de todas as regiões”, diz Marcelo Delbel, gerente de RH da Infinity.

Já o Google, entrevista os candidatos a estágio só por meio de Hangout, ferramenta do Google para fazer videochamadas. Segundo Daniel Borges, gerente de atração de novos talentos, o método beneficia tanto a empresa quanto o candidato. “A nossa empresa é de internet, é natural que a entrevista seja online. O processo remoto tem uma série de benefícios, é um processo dinâmico, adequa a empresa e o candidato, que muitas vezes não precisa dispor de um dia para ir até o local dar a entrevista. Todo o processo de recrutamento dos estagiários é feito por meio de entrevistas por Hangout, tanto com o RH quanto com outras pessoas do time”, diz.

“Não pode atrapalhar a concentração” 

Christiane Silva Pinto, de 22 anos, é estagiária na área de RH do Google desde julho deste ano. Ela diz que fez entrevistas por videoconferência duas vezes – uma delas quando ainda morava na França fazendo intercâmbio. Nesse caso, ela foi aprovada para trabalhar como estagiária em uma revista. Quando surgiu a vaga no Google, também passou pela entrevista por videoconferência. Apesar de cursar jornalismo, ela foi direcionada para a área de recursos humanos porque a empresa avalia durante o processo seletivo as habilidades dos candidatos para as atividades que serão desempenhadas.

“Já tinha feito uma entrevista em 2011 quando ia voltar para o Brasil. Achei igual ou até melhor do que a entrevista presencial pela questão do deslocamento”, diz. Ela explica que tanto quando estava na França quanto como estagiava na editora não poderia participar porque estava longe do local da entrevista. “Ia perder a oportunidade por uma questão de deslocamento. No caso do Google, consegui fazer a entrevista de forma discreta, em casa, não precisei sair da editora para ir até a empresa”, diz.

Para esse tipo de entrevista, é preciso ter uma conexão de internet boa e estável, conectar meia hora ou até 15 minutos antes para ver se a luz está boa, se a câmera está normal, e deixar a ferramenta do chat online aberta. Quando se aproxima o horário da entrevista, o candidato deve sentar-se em frente ao computador e aguardar o entrevistador entrar em contato. Em relação à roupa, é uma questão de bom senso. Use roupas discretas, não necessariamente formais. Em relação ao lugar, é recomendado que não haja barulho, que a luz do local seja boa e que não tenha obstáculos para atrapalhar a concentração.

A entrevista é semelhante à presencial e é preciso se comportar da mesma forma. Christiane diz “Não pode dar a entender que você está lendo outra janela. Tudo bem que a pessoa não está ali na sua frente, mas preste atenção nela para entender bem as perguntas. Deve-se ficar off-line de programas que podem atrapalhar, deixe só o programa do chat ligado. Não deixe as pessoas entrarem no local que você está. Dá para perceber que você não está 100% focado se ficar olhando em outros locais do computador ou desviar o olhar para outro ponto que não o próprio computador”, diz.

“Não tem mistério!” diz Rislei de Oliveira Furtado, de 34 anos, que está concorrendo a uma vaga em um cruzeiro. Ele fez uma entrevista online com a Infinity e aguarda resposta. Ele dá aulas de inglês e trabalha com hotelaria. “Já tinha feito esse tipo de entrevista para uma companhia aérea. Qualquer um que sabe usar essas ferramentas consegue, já tive oportunidade de morar fora e era por essa ferramenta que eu falava com amigos e familiares”, diz.

Furtado diz que a entrevista pelo Skype o deixa até menos nervoso e diz que é como uma entrevista presencial. Ele se arruma da mesma forma como se estivesse indo para o escritório do selecionador. “Fico de calça e camisa social, cinto e gravata, engomadinho como a situação pede, porque é como qualquer outra entrevista de emprego. Tem que mostrar a melhor imagem, estou ali vendendo meu peixe, tem que pensar no cargo”, diz. Por se considerar “ansioso e inseguro”, um dia antes da entrevista com a Infinity, falou com amigos online e testou seu Skype. “E no dia da entrevista falei com outro amigo na Europa também para testar e estava funcionando perfeitamente”, conta.

Uma dica dada por ele é que, depois que passou a fazer entrevistas por videoconferência, retirou o apelido que tinha no Skype deixando nome e sobrenome e mudou a foto do perfil para algo mais profissional.


500 entrevistas por mês

De acordo com Marcelo Delbel, gerente de RH da Infinity Brazil, 80% das entrevistas são por Skype e 20% são presenciais. Após os candidatos passarem pela entrevista na empresa, os diretores das companhias americanas e europeias fazem a entrevista também via Skype. O Brasil não tem companhia de cruzeiro, mas as empresas de fora têm forte participação no mercado nacional e muitas têm representantes no país. “Nós pré-selecionamos e depois passamos para os gestores das companhias”, diz. Marcelo Delbel entrevista uma média de 500 pessoas por mês – a maior demanda é de abril a novembro, para a temporada brasileira, que começa em outubro. Todas as entrevistas são feitas em inglês e cada uma é feita por apenas um selecionador.

Para a entrevista com a companhia, Delbel recomenda que a conexão, câmera e áudio sejam testados com antecedência. Além disso, é importante ter o currículo impresso à mão em caso de alguma pergunta sobre a experiência e o tempo em cada posição desempenhada, além da roupa, que deve ser social e escura, sem ser decotada, e da maquiagem, que deve ser leve. O fato de o local ser simples não importa, mas o que devem ser evitadas são as interferências externas, como pessoas passando pelo local durante a entrevista.

De acordo com Marcelo Delbel, a empresa verifica o nome do usuário usado na ferramenta, o email e também a foto. “Algo como gostodefumar@gmail.com não é indicado. No pessoal até pode, mas na hora da entrevista é melhor algo mais formal. Foto usando maiô ou fazendo gesto obsceno, por exemplo, não é recomendado”, diz.

Delbel conta que um dia entrevistou um candidato sem camisa. “Foi reprovado, não fui muito longe na entrevista, mas não dei sermão. Tinha um outro que estava falando no carro, como passageiro, não motorista”.

O tempo de duração não indica se o candidato foi bem ou não: “Depende do candidato. Tem vagas que precisam de mais questionamento e tem os candidatos que gostam mais de falar. As perguntas feitas são as mesmas da entrevista presencial”, diz.

Segundo Delbel, o que mais reprova os candidatos é a não fluência em inglês: “Uma coisa é falar que fala, e outra é realmente falar”, diz. Ele diz que as empresas pedem foto do candidato de corpo inteiro porque em algumas funções a aparência é importante. “No Skype fica limitado do ombro para cima”, diz.

Diversidade de concorrentes

Desde 2011, o Google vem desenvolvendo esse processo seletivo por videoconferência, segundo Daniel Borges, gerente de atração de novos talentos, “com muito sucesso”. Ano passado, dos 30 aprovados para fazer estágio, 11 não eram de São Paulo e um morava na Rússia, que foi entrevistado lá, passou e foi trabalhar na capital paulista. De acordo com Borges, o Google consegue atingir um grupo maior de pessoas que participam do processo seletivo e dá comodidade para o candidato, além de proporcionar diversidade de concorrentes. “A gente consegue atingir um grupo que não estaria disponível para vir, aí tem gente do mundo inteiro”, afirma.

“A única exigência é que o candidato tenha internet, e é a mesma regra da presencial. O ambiente deve ser tranquilo para a entrevista poder fluir. E as perguntas também são as mesmas. Mas não prestamos atenção ao visual, é só para mensurar as competências do candidato, não para aspectos secundários como o visual ou gestos. É a relação olho a olho que interessa. Não verificamos o local também, o candidato pode fazer a entrevista onde bem entender, pode até ser em lan house, na universidade, só as competências que importam”, enfatiza Borges. Segundo ele, não pega bem o candidato ficar consultado informações para responder às perguntas. “A regra da entrevista online é a mesma da presencial, seria estranho o candidato ficar consultando as informações de seu currículo durante a entrevista. Espera-se que saiba tudo para responder”, diz.

Daniel Borges diz que o candidato só precisa da conta no Google. “O nome é o mesmo na ferramenta, não interessa se há apelido e sim a história de vida e profissional do candidato”, afirma. A entrevista é estruturada para durar 30 a 45 minutos, e o selecionador tem um check-list do quem precisa ser falado e do que será perguntado. A entrevista é feita por apenas um selecionador.

Segundo ele, o que costuma eliminar o candidato independe do tipo de entrevista. É observado se o candidato tem adequação à cultura da companhia, se a trajetória corresponde ao que a empresa espera, se os conhecimentos são os esperados. “Acontece de acabar a entrevista e já sabermos se a pessoa se encaixa no perfil da vaga, mas sempre fazemos reunião para falar sobre os candidatos”, explica.

 

Veja agora 10 dicas para se sair bem numa entrevista em video


1) Programe-se
Antes da entrevista, confirme com o entrevistador o e-mail e o adicione antecipadamente. Planeje-se para estar conectado no horário.

2) Teste o seu equipamento
Teste a câmera, o microfone e a conexão da internet - evite que a entrevista seja interrompida ou se atrase por conta de algum problema técnico na sua máquina.

3) Feche os outros programas
Não deixe outro programa aberto no seu computador além do serviço de chat online para não atrapalhar a velocidade da internet e nem fazer com que você desvie sua atenção da entrevista.

4) Procure um lugar tranquilo e silencioso
Esteja conectado em local silencioso, sem bagunça e sem interferência de outras pessoas ou animais de estimação.

5) Escolha um fundo 'clean’
Evite ficar em local com muitos objetos ao fundo, como quadros ou estantes cheias de livros.

6) Vista-se adequadamente
Apesar de sua imagem aparecer só da cintura para cima, vista-se com o traje de acordo com a vaga e a empresa. Dependendo do cargo, o ideal é usar camisa social, com atenção à gola, que deve estar arrumada. No caso de mulheres, evite decotes e acessórios chamativos.

7) Use roupas discretas
Use roupas discretas, de cores sóbrias e sem brilho. Sem decotes para mulheres. Se optar por maquiagem, deve ser discreta.

8) Escolha um login com um nome 'profissional’
Tenha cuidado com o nome de usuário no serviço online: o ideal é ter uma conta só para contatos profissionais, com o nome e sobrenome ou com as iniciais.

9) Seja profissional
Mantenha sempre a postura profissional que você teria se estivesse em uma entrevista ao vivo.

10) Lembre-se: você está sendo filmado!
Demonstre segurança ao conversar, articule bem as palavras e preste atenção na sua postura.



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Por: Marta Cavallini para o G1