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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Como encontrar sentido no trabalho

Qualquer um pode se dedicar a algo sem nenhum propósito, mas o comprometimento jamais será integral, o empenho será pequeno e o resultado, apenas protocolar.


Nos anos 1990, depois de ter publicado mais de 25 livros e visitado praticamente todas as dimensões da gestão moderna, Peter Drucker se interessou por um tema inédito: a gestão das organizações sem fins lucrativos e o trabalho voluntário. Queria entender o que motivava pessoas a realizar trabalhos em que o lucro, o pagamento e o interesse financeiro simplesmente não existiam. Ele, um defensor do pagamento justo como meio de incentivo, percebeu, então, que o ser humano pode ser motivado de várias maneiras, e que o dinheiro está longe de preencher inteiramente as necessidades do espírito humano.

Meaning, dizia. Meaning of life – o sentido da vida. O mestre se deu conta de que o ser humano tem imensa necessidade de perceber que suas ações são orientadas por algo mais que uma simples tarefa que será paga. Qualquer um de nós pode, sim, se dedicar a algo desprovido de sentido. Entretanto, o comprometimento com tal atividade jamais contará com a inteireza, o empenho será pequeno e o resultado será apenas protocolar. A vida vazia, sem missões que exigem nosso melhor, não nos completa.

Essa é a razão por que milhões de pessoas no mundo dedicam parte de seu tempo e de sua energia a trabalhos voluntários. Drucker calculou em muitos bilhões de dólares o que deveria ser pago a voluntários, só nos EUA, se eles recebessem salários. Olhando mais de perto, ele concluiu que as pessoas buscam essas atividades para darem sentido à sua vida. E se preocupou com o fato de que o trabalho delas não lhes dava esse sentimento de serem úteis e necessárias. Seu trabalho era desprovido de significado. OK, nem todos podemos estar ligados a uma causa considerada nobre, como reduzir a miséria ou salvar as baleias. Mas qualquer trabalho é nobre, se for feito com empenho.

Duas providências simples podem resolver o vazio interior que alguns carregam: fazer bem sua parte, ser ético e correto em todos os lugares e perceber que seu trabalho é valioso para os outros. Seu trabalho é mais do que uma simples tarefa. É uma nobre missão.



  
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Por Eugênio Mussak

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

8 frases que devem ser evitadas no ambiente de trabalho

Pode parecer bobagem, mas algumas coisas que dizemos ao longo do dia no local de trabalho influenciam na construção da nossa imagem perante colegas e gestores. De acordo com os especialistas entrevistados pelo UOL, todo profissional deve se atentar para o fato de que não são só resultados que contribuem para a formação de uma carreira. O que você fala e como precisa ser coerente com o seu comportamento e conhecimento demonstrados.

"A forma como expressamos sentimentos e opiniões reflete o tipo de relação que estabelecemos com nossos colegas e ambiente profissional. Aquilo que dizemos atesta o quanto estamos felizes ou não com o trabalho e a vida pessoal. Não custa nada se policiar para evitar prejuízos", afirma Edna Bedani diretora da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) de São Paulo.

Por isso, reunimos oito frases que você deve pensar duas vezes antes de colocar para fora ou mesmo riscar do seu vocabulário definitivamente. E não é difícil pensar em outros exemplos para associar aos aqui descritos. Reflita!

1 - "Não dá para trabalhar com essas pessoas"
A habilidade de relacionamento é muito importante no ambiente profissional, afinal, passamos mais tempo com os colegas de trabalho do que com a própria família. "É fundamental cultivar relações saudáveis para ter mais prazer no ambiente profissional e, consequentemente, melhor desempenho", diz Renata Arrepia, da SBCoaching (Sociedade Brasileira de Coaching).

2 - "Não é problema meu"
De acordo com Andrea Piscitelli, consultora em gestão humana e professora da FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado), em São Paulo, essa é uma frase comum e que exprime falta de engajamento. Seja o indivíduo gestor ou não, a tarefa é resolver o que aparece como obstáculo e não "jogar" para outra pessoa. "É uma atitude egoísta e que demonstra falta de espírito de equipe, além de desmotivar quem trabalha com você."

3 - "Por que você mesmo não faz?"
Esse tipo de questionamento demonstra má vontade em realizar o que lhe foi designado e falta de espírito de equipe. "Empresas funcionam como uma engrenagem, por isso todos precisam trabalhar juntos e cooperar uns com os outros", diz Renata Arrepia, da SBCoaching.

4 - "Prepare-se! Cabeças vão rolar"
Segundo Andrea Piscitelli, da FAAP, essa é uma frase comum no ambiente corporativo diante de alguma crise - e profundamente de mau gosto. "Propõe um tipo de ameaça e deixa o clima pesado, além de desestabilizar as pessoas que ouviram."


5 - "Depende..."/ "Eu acho que..."
De acordo com os especialistas, respostas subjetivas em relação a prazos e tarefas solicitados geram falta de credibilidade.

6 - "Essa reunião não vai dar em nada"
Segundo Andrea Piscitelli, da Faap, essa frase atesta pessimismo e falta de abertura para aprender e debater coisas novas. "Esse tipo de colocação vai contra o profissional moderno, que deve sempre buscar se aprimorar. Além disso, demonstra certo comodismo por não desejar novidades na rotina."

7 - "Vou tentar"
Para Edna Bedani, da ABRH, a afirmação soa como falta de interesse. "Prefira usar 'vou fazer o possível', pois assim existe uma mensagem de que pode acontecer uma falha no processo, o que é normal em qualquer situação."

8 - "Isso não é justo"
Frase comum no ambiente de trabalho, segundo as especialistas, ela não é tão inofensiva quanto parece, pois demonstra vitimização. "Comparar uma situação a outra ou a um colega nunca é bom. Retire esse conjunto de palavras de campo e busque o seu aperfeiçoamento em vez de passar a imagem de vítima."


Por fim, se você é chefe, deve chamar o subordinado que tem o costume de dizer essas frases e entender o que está acontecendo. E, se é colega e tem liberdade para tal, deve dar um toque. "É inevitável que algumas vezes as tristezas pessoais sejam transferidas para o trabalho. Não podemos conviver com atitudes assim no ambiente de trabalho, pois atrapalham o processo como um todo", afirma Edna Bedani, da ABRH.



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Por: Val Kaline

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Faça acontecer


É comum, principalmente quando começamos um novo ano, falarmos de sonhos. Este é um momento em que naturalmente refletimos sobre os nossos resultados, renovamos as esperanças, fazemos novas promessas e sonhamos com um futuro melhor.

De um modo geral, vejo que as pessoas sonham muito e isso é maravilhoso! Mas, se não desafiarmos nossa capacidade em realizar estes planos, tudo ficará sempre no mundo dos sonhos. Afinal, melhor que sonhar é poder viver este sonho na realidade.

Para fazer acontecer tudo aquilo desejamos de verdade, quer seja na área profissional, financeira, familiar, relacionamentos ou cuidados com a saúde, precisamos escolher um caminho. Entre as opções abaixo, qual seria sua escolha favorita para conquistar com maior velocidade e assertividade os seus grandes objetivos?

  1.  Pensar grande, pois quem pensa pequeno não chega a lugar nenhum
  2.  Ganhar muito dinheiro para investir no seu projeto
  3.  Traçar um plano estratégico para mensurar e viabilizar a realização do seu sonho


Se a alternativa C foi a sua favorita, meus parabéns! Você está indo no caminho certo. Traçar um planejamento estratégico para saber como será possível alcançar seu objetivo é o primeiro passo para conquistá-lo. Estamos condicionados a enxergar o sonho como algo tão distante que, na maioria das vezes, nem se quer nos damos ao trabalho de parar para pensar na viabilidade de fazer acontecer.

Quando na verdade, sonhos são, nada mais que, objetivos com uma data marcada para se realizar e, portanto, é fundamental que haja um planejamento detalhado passo a passo, com pequenas metas programadas durante esse processo que vão te levar até o objetivo maior.



Ainda tem dúvidas de como definir esse planejamento? Veja agora essas dicas. Pegue papel e caneta e anote as etapas do seu projeto:


1º Passo: Pés no chão | Encontro com a realidade
Encontre a realidade e veja se o seu sonho está compatível com seus valores e princípios e se for isso mesmo que você quer, analise bem tudo o que tem que ser feito e coloque uma data para esse sonho se realizar.

2º Passo: Faça a lição de casa
Faça uma autorreflexão quanto aos seus objetivos
- O que você quer? Para quando?
- Como você quer?
- Qual resultado que isso te traz?
- Por que isso é importante para você?
- Que tipo de pessoa você precisa se tornar para conquistar e sustentar este objetivo?
- Quem pode te ajudar?
- Qual o impacto para as pessoas que estão ao seu redor?

3º Passo: Trabalhe com metas
Visualize o seu sonho como um objetivo e imagine que este objetivo esteja no topo de uma escada e que as metas são os degraus que precisará subir, um por um, para chegar ao topo. Seja qual for o seu projeto de vida, emagrecer, ser promovido, investir no seu negócio, mudar de emprego, contratar uma nova equipe ou qualquer outro, é essencial ter metas bem definidas que vão te conduzir até lá.

Por exemplo, se um profissional tem o sonho de se tornar diretor executivo da empresa, algumas possíveis metas seriam:

1) Pesquisar faixa salarial e responsabilidades;
2) Ganhar conhecimento na área, fazer cursos específicos, faculdade;
3) Aprender inglês;
4) Se destacar na equipe…

E assim sucessivamente até chegar ao objetivo final.
Quando você começa a buscar informações e traçar estratégias para realizar o seu sonho, por mais distante que ainda esteja, fica mais próximo de acontecer.

Nessa jornada, nem sempre o planejamento ocorre exatamente da forma como idealizamos, uma vez que dependemos de circunstâncias e de pessoas para tornar o nosso sonho realidade, por isso, prepare-se para os imprevistos e lembre-se que você pode mudar as estratégias, mas nunca mude os seus objetivos. Busque novas soluções, se for o caso, peça opiniões de quem já chegou lá, procure ajuda de especialistas que realmente dominem o assunto. Mas, atenção! Não procure pessoas para resolver os seus problemas, foque em quem possa te ajudar a pensar melhor em como encontrar soluções. Assuma a responsabilidade e resolva você mesmo os seus desafios!

E então, quem você quer ser quando “crescer”? Onde você quer estar daqui um, dois, cinco ou dez anos? Não importa o tamanho do seu sonho, o que importa é o quanto você acredita que ele pode e vai acontecer!



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Por: Surama Jurdi

quinta-feira, 23 de junho de 2016

As 20 perguntas mais comuns na entrevista de emprego

Veja como responder a questões-chave para se dar bem numa entrevista de emprego. Não existe regra. Cada entrevistador tem uma expectativa!



Muitas das perguntas feitas nas entrevistas de emprego parecem uma espécie de clichê. Não importa o ramo de atuação, perfil da empresa ou da vaga disponível, o selecionador sempre vai recorrer a algumas questões-chave para conhecer você melhor e avaliar se os seus valores estão alinhados aos da organização.

Apesar de as perguntas serem iguais em todos os processos de seleção não há uma resposta formatada para elas. Especialistas recomendam: seja o mais honesto que puder, dessa forma terá mais chances de encontrar no mercado a vaga que seja a sua cara. Caso contrário, não conquistará o emprego que disputa ou será um profissional frustrado.

Algumas recomendações, todavia, são importantes e podem ajudá-lo na hora do contato com o selecionador, quando a ansiedade e o nervosismo resolvem aparecer, todo o cuidado é pouco, já que até o seu corpo pode entregar as suas fraquezas. Ouvimos o coach executivo Carlos Cruz e o consultor organizacional Eduardo Shinyashiki a respeito. Da entrevista surgiram as 20 perguntas mais comuns em uma entrevista de emprego e dicas de como você pode respondê-las para se dar bem em um processo de seleção.

1. Fale sobre você.
Não existe regra. Cada entrevistador tem uma expectativa. No geral, o selecionador quer saber mais sobre a formação acadêmica do candidato, o que ele gosta de fazer (hobby), seus sonhos e expectativas. A orientação é direcionar o discurso para o âmbito profissional.

2. Quais são seus objetivos a curto prazo?
O candidato tem de pensar qual é o seu objetivo antes da entrevista. Só assim vai saber se determinada oportunidade de emprego é interessante para ele. É necessário que o profissional “entreviste” também a empresa e averigue se a proposta é significante para sua carreira.

3. Quais são seus objetivos a longo prazo?
Como em uma relação a dois, é primordial que a pessoa deixe claro quais são seus anseios na vida profissional. Para isso, é preciso ter clareza. O erro da maioria dos candidatos é a passividade, isto é, aceitar uma proposta sem saber o que é relevante para sua trajetória profissional.



4. Como você lida com as pressões do trabalho?
O candidato deve dar exemplos vivenciados por ele. Isso vai dar consistência à resposta e segurança para o entrevistador enxergar que o profissional tem potencial para ocupar determinada posição.

5. Por que devemos contratá-lo?
Dizer que você tem sede de aprender, de crescer profissionalmente e de contribuir com a empresa não são respostas satisfatórias. O candidato deve expor como pode colaborar com o desenvolvimento da organização.

6. Como você poderá contribuir para o desenvolvimento e crescimento da empresa?
O entrevistado deve se fazer essa pergunta antes de ser questionado. Quais as expectativas da empresa com relação ao profissional que vai ocupar a vaga disponível? Se isso não estiver claro, o candidato deve questionar o selecionador.

7. Quais foram suas maiores realizações profissionais?
Cite até três exemplos. Procure falar sobre as realizações mais relevantes em sua vida profissional que estejam atreladas às expectativas ou ao negócio da empresa. “Nessa hora o profissional deve ser marqueteiro, ou seja, elencar o que tem de melhor e dizer sem receios”, destaca o consultor Carlos Cruz.

8. Quais são seus pontos fortes?
O candidato deve listar suas principais características e eleger o que considera ser atributos de um talento. Pergunte-se: o que os seus colegas de trabalho diriam positivamente de você? Pense em sua rotina profissional e escolha as qualidades que mais o definam no trabalho.

9. Quais são os seus pontos a desenvolver?
Cite um exemplo e foque no que você está fazendo para superar a dificuldade. Não dê ênfase ao seu ponto fraco.

10. Qual é o seu maior sonho?
Para responder a essa pergunta o candidato deve saber exatamente o que quer. Quanto mais autêntico ele for, maior será a probabilidade de encontrar uma empresa alinhada ao seu perfil.

11. Por qual motivo você saiu da empresa anterior?
Diga que está em busca de crescimento profissional e melhores oportunidades de carreira.

12. Por que ficou pouco tempo nos empregos anteriores?
Justifique afirmando que busca acima de tudo uma empresa que investe nos funcionários, valoriza o seu trabalho e dá oportunidades de crescimento.

13. Por que está há tanto tempo no emprego atual?
Você pode dizer que a empresa atual possui valores compatíveis com os seus e o valoriza enquanto funcionário. Explique que no momento quer alcançar outros objetivos e ganhar experiência em empresas diferentes.


14. Você já recebeu críticas sobre o seu trabalho? Como reagiu?
Segundo o consultor Eduardo Shinyashiki, críticas são sempre bem-vindas, pois ajuda o profissional a perceber os erros para não cometê-los novamente. Ele orienta o candidato a responder que o feedback é essencial para o crescimento profissional.

15. O que você considera importante em uma empresa?
Responda com palavras que estejam ligadas aos seus valores pessoais. Exemplos: organização, seriedade, valores profissionais e sociais, conforto para trabalhar e um quadro de funcionários estável.

16. Como você se comporta no trabalho?
Diga o que as empresas gostam de ouvir, desde que seja verdade, é claro. Exemplo: sou pontual, dedicado, comprometido, responsável, criativo, dinâmico, eficaz, flexível e sei trabalhar em equipe.

17. Com que tipo de pessoa você prefere trabalhar?
Pense em características pessoais valorizadas pelas empresas. Você pode dizer que gosta de trabalhar com pessoas comprometidas, responsáveis e que tenham espírito de equipe.

18. Com que tipo de pessoa você encontra dificuldade em trabalhar?
Pense em características que firam o clima da organização e acabam influenciando negativamente o rendimento no trabalho. Exemplo: pessoas arrogantes, impacientes e sem espírito de equipe.

19. Por que você escolheu essa carreira?
Diga que você se identifica com a área, dedica-se a ela e sente prazer no que faz.

20. Como você se comporta quando algo não sai como planejou?
Nessas horas, o importante é manter a calma e tentar reverter a situação de outra maneira para atingir o objetivo. Se você age dessa forma esta é uma resposta convincente.



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Por: Área H / Carreira

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Livre-se dos ladrões de tempo

Ótimo artigo de Priscila Stuani, presidente do projeto "Implantando Marketing", que fala sobre como melhorar e aproveitar mais o seu tempo. Boa leitura!

Livre-se dos ladrões de tempo e seja mais produtivo!



Tenho reparado nas minhas conversas com os meus amigos empreendedores, sejam elas virtuais ou presenciais, que o tema “falta de tempo” tem sido o mais discutido.

Geralmente comentamos que não temos tempo nem para respirar, que não damos conta dos afazeres…

Se você sente a necessidade de melhorar a sua organização, e ser mais produtivo, seja bem-vindo ao clube.

Trabalho, família e lazer, como ter tempo para conciliar todas essas áreas?

Sou defensora da ideia de que se você almeja ter sucesso na sua vida profissional, é importante ter o seu momento de lazer, o seu ócio criativo. Mas você já parou para pensar em tudo que se compromete a fazer durante o seu dia de trabalho e que, muitas vezes, não contribuem em nada para o seu sucesso?

Você pode dizer o clássico: “Não muito!” No entanto, se você não tem o hábito de usar um bom To-Do List, pode ser surpreendido pela quantidade de tempo que poderia encontrar caso se comprometesse a organizar melhor a sua gestão de tempo.

Geralmente, pecamos muito com a gestão de tempo por quê:

·      Não temos consciência do que exatamente fazemos.
·      Faltam objetivos.
·      Temos excesso de reuniões improdutivas.
·      Abusamos do mau uso de e-mails.
·      Sofremos interrupções excessivas.
·      Não planejamos bem as visitas e as tarefas.
·      Somos incapazes de priorizar aquilo que é importante daquilo que é urgente.
·      Não delegamos tarefas secundárias.

Ao entender corretamente como você usa o seu tempo no trabalho, será mais fácil minimizar ou eliminar as atividades de baixo valor. Isso significa que você pode fazer o trabalho de maneira mais focada, contribuindo para um bom resultado, além de poder desfrutar melhor do seu tempo com a sua família, amigos e lazer.

Então, como você pode entender isso?

Uma forma útil é manter um registro de atividades, e é sobre isso que vou falar neste artigo também. Antes que você pense: “Legal, mas vai me dar mais trabalho!”; preciso que reflita se você está insatisfeito com a sua gestão de tempo.

Se estiver tudo sob controle, concordo que este artigo não é ideal para você, mas se você concorda que sofre com essa falta de tempo, ou sente a necessidade de melhorar a maneira pela qual lida com isso, recomendo que continue lendo.

Estou usando o meu Registro de Atividades com disciplina, e estou gostando das descobertas que tenho feito.


REGISTRO DE ATIVIDADES

Diferente de um To-Do List (no qual você coloca as atividades e os prazos para cumprir), o Registro de Atividades é uma anotação escrita de como você gasta o seu tempo. Ao manter um registro de suas atividades por alguns dias, você pode construir um quadro preciso do que faz durante o dia, e como você investe o seu tempo.

O seu Registro de Atividades também irá te ajudar a entender se você está, ou não, fazendo o seu trabalho mais importante durante o momento certo do dia. Por exemplo, se você tem mais energia e criatividade na parte da manhã, seria melhor fazer o seu trabalho mais importante durante esse período e, assim, você pode se concentrar em tarefas que exigem menos energia, como responder a e-mails ou retornar ligações, no período da tarde.

Um Registro de Atividades também pode ser útil para te ajudar a identificar quais são as atividades que não te ajudam a cumprir os seus objetivos importantes.

Por exemplo, você pode gastar muito mais tempo que você pensa ao navegar na internet, ou tomar café da tarde. Quando você identifica quanto tempo está desperdiçando com essas atividades, pode, então, mudar a maneira que você trabalha.

Ø Dica importante!
Não confunda os Registros de Atividades com planilhas. Eles são utilizados para a elaboração de relatórios sobre o uso do tempo, e para acompanhar o tempo que você gasta em uma tarefa ou trabalho.
E se você precisa de um ToDo List, recomendo do ToDoist.


COMO MANTER UM REGISTRO DE ATIVIDADES

Para manter um Registro de Atividades, use este modelo. Você pode abrir um arquivo “doc” (no Word ou no seu editor de texto), ou usar aquele seu Moleskine que você nunca tinha visto utilidade em usar.

Considere:
·     Data e hora;
·     Descrição da atividade;
·     Como você se sente;
·     Duração;
·     Valor da atividade (alto; médio; baixo; nenhum).

Anote tudo o que você faz no trabalho, e como faz isso. Toda vez que você mudar de atividade, seja respondendo a e-mails, trabalhando em um relatório, fazendo café, ou fofocando com os colegas, anote o que a atividade é, o tempo gasto nela, e como você se sente (alerta; cansado; e assim por diante).
Então, em um momento conveniente, consulte o seu Registro de Atividades e analise a duração de cada atividade, observando se era uma tarefa de valor alto, médio, baixo ou nenhum.

Lembre-se de que você está investindo o seu tempo nessa tarefa, para entender melhor como a sua rotina é impactada quando faz atividades que não são tão importantes, e como isso pode prejudicar o seu foco e a sua atenção nas tarefas que realmente importam.
Lembre-se: ninguém disse que seria fácil!


APRENDENDO COM SEU REGISTRO DE ATIVIDADES

Uma vez que você iniciou esse processo por alguns dias, analisar o seu Registro de Atividades, você pode ficar surpreso em ver quanto tempo gasta fazendo trabalhos de baixo valor. Caso não tenha percebido antes, você também poderá identificar em qual parte do dia tem mais energia.

No meu caso, por exemplo, gosto de começar a trabalhar às 7 horas. No período da manhã sou mais produtiva, consigo me concentrar mais, e ser mais dinâmica. Mas isso depende de pessoa para pessoa. 

Você já sabe em qual período do dia é mais produtivo?

Depois de analisar o seu Registro de Atividades, você deve ser capaz de aumentar a sua produtividade por meio da aplicação de uma das seguintes ações, para várias atividades:
- Eliminar ou delegar tarefas que não fazem parte do seu papel, ou que não ajudam a atingir os seus objetivos. Isso pode incluir tarefas que outra pessoa pode fazer, ou atividades pessoais.
- Programe as suas tarefas mais desafiadoras para os momentos do dia em que os seus níveis de energia estão mais elevados. Dessa forma, o seu trabalho vai ser de melhor qualidade, e deve levar menos tempo para ser feito.
- Minimize o número de vezes em que você alterna os tipos de tarefas. Por exemplo, você pode verificar e responder a e-mails em apenas algumas horas do dia, ou processar todas as suas faturas ao mesmo tempo a cada semana.
- Reduza a quantidade de tempo que você gasta em atividades pessoais, como preparação do seu cafezinho ou chá. (Se você trabalha com uma equipe ou outras pessoas no mesmo ambiente, reveze com elas para fazer isso e, assim, você economizará tempo e fortalecerá o espírito de equipe, e ainda tornará melhor o clima do ambiente.)

Ø  Dica:
Às vezes, gastando muito tempo com tarefas de baixo valor, ou de baixa prioridade, pode ser um sintoma de procrastinação.


DESAFIE-SE!

A Gestão de Tempo se trata de mudar comportamentos ineficientes que você identificou, seja por meio de seu Registro de Atividades, de feedbacks, ou pela sua própria consciência.

Se você já sabe o que tem roubado a sua atenção, que tal na próxima semana colocar metas?
1) Não fazer chamadas pessoais enquanto estiver trabalhando.
2) Não checar o seu e-mail a cada minuto.
3) Não ficar com as páginas das suas mídias sociais abertas enquanto você precisa fazer uma atividade que exige maior concentração.
4) Estipule um tempo para realizar as suas atividades.

Esses são alguns exemplos baseados na minha experiência, mas você tem total liberdade para adaptar os seus desafios. Não basta apenas desafiar-se, é preciso ganhar recompensas também! Ir ao cinema; comprar um novo livro; ir a um show… Use a sua criatividade para escolher a sua recompensa.


MUDANÇA DE HÁBITOS

Depois de identificar como é a sua rotina, e onde estão os seus gaps, siga estas dicas:

Tarefas-chave
Antes de iniciar o seu dia, determine quais são as questões fundamentais que você precisa resolver até o final do seu expediente.
Em muitos casos, essas tarefas importantes podem atingir certo nível de complexidade, por isso, se você não se compromete desde o começo do seu dia em conclui-las, poderá ser tentado a atrasar e acabar realizando outras tantas atividades que não são tão importantes, ou que não tenha absolutamente nada a ver com as que deveria fazer de fato.
Identificar as tarefas importantes, e se concentrar nelas, é a chave da administração do tempo.

Não permita interrupções durante o desempenho das atividades-chave
Quando você estiver realizando as suas atividades-chave, qualquer interrupção poderá fazer você perder a concentração.
Depois de ser interrompido, você precisará de alguns instantes para conseguir concentrar-se de novo, por isso, avise as pessoas que estão no seu ambiente que naquele determinado período você estará indisponível, mas que a partir de tal horário poderá responder aos e-mails, atender aos telefonemas, e assim por diante.
Certa vez trabalhei com uma diretora que me dizia: “Priscila, de agora até às 11:00 horas estou focada em resolver esta situação. Só me interrompa se houver um cataclismo”. Agora entendo como ela era sábia… principalmente porque tinha essa disciplina. Mas não adianta nada ficar sem interrupções no ambiente de trabalho se você não desligar o seu celular, ou colocar no modo avião, certo?

Ponto-chave
Os Registros de Atividades são ferramentas úteis para analisar o modo como você utiliza o seu tempo. Eles ajudam a controlar as mudanças em sua energia, a vigilância e a eficácia ao longo do dia, e eles vão ajudá-lo a eliminar o desperdício de tempo em suas atividades, para você poder ser mais produtivo.

Depois de analisar o seu Registro de Atividades, você deve ser capaz de aumentar a sua produtividade eliminando ou delegando atividades de pouco valor, agendando as tarefas desafiadoras para a hora do dia em que você se sente melhor, minimizando o número de vezes que você alterna entre tipos de tarefas, e reduzindo o tempo gasto em atividades pessoais.

E você, tem alguma outra dica sobre como encontrar mais tempo no seu dia?



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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Fuja da Procrastinação

Encontre o prazer naquilo que faz e fuja da procrastinação


A procrastinação é um assunto grande e complexo, mas gostaria de falar sobre um dos fatores que levam as pessoas ao adiamento de suas atividades: a falta de prazer imediato. Recentemente li um artigo, produzido por um PhD em psicologia, que destacava os motivos pelos quais deixamos determinadas tarefas para depois. Com base em uma pesquisa, ele aponta que existem diversas razões para isso, no entanto, como as pessoas estão cada vez mais cercadas por tecnologias e informações, têm inúmeras opções de atividades para realizar e, consequentemente, possuem menos tempo disponível.

Em grande parte das vezes, isso acontece porque, ao terem acesso a diferentes coisas ao mesmo tempo, as pessoas optam por realizar aquilo que dá um prazer imediato em vez de fazer algo que talvez dê um retorno a longo prazo. Ou seja, por não conseguirem fazer uma ligação do hoje com o amanhã, elas não conseguem visualizar o desejo e acabam adiando as atividades em função do prazer atual. Aliás, esse é um ponto que coincide com a conclusão da pesquisa feita para o meu livro “Equilíbrio e resultado – Por que as pessoas não fazem o que deveriam fazer?” que fala sobre procrastinação e como executar melhor as tarefas.

Para exemplificar o problema, pense naquele dia em que você precisa fazer um relatório, mas, quando percebe que ele é muito chato, resolve adiar até o último instante. Isso mostra que, a partir do momento em que a pessoa não pensa na importância daquilo que está fazendo, ela não tem uma sensação de bem-estar. Para reverter isso, pense no que está por trás de sua atividade, como um trabalho que até o presidente da empresa vai ler ou que ajudará a gerar um resultado positivo para toda a equipe.

Um exercício bom para fugir do problema é avaliar aquilo que você fez hoje, o que não conseguiu concluir e também os benefícios que essas tarefas trarão. Quando existe um desejo de chegar lá, você traz a vontade de concluir para o presente. Ao fazer isso, é possível ter muito mais prazer na execução do que simplesmente pensar na tarefa atual.

Então, quando for fazer alguma coisa que tem adiado há tempos, como um livro que nunca consegue terminar de ler, pense da seguinte forma: quando eu terminar essa leitura, o que isso vai agregar para a minha vida e carreira? Imagine o momento positivo e traga a experiência do futuro para o tempo presente. Dessa forma, você vai saber que terminar aquilo vai ajudar a trazer um sentimento bom.
Claro que a procrastinação é um assunto gigantesco, tem vários fatores que podem ajudar a procrastinar menos, mas esse é um ponto que foi identificado tanto no artigo que li como na pesquisa feita para o meu livro. Pense na vontade por trás da tarefa, isso vai te ajudar a sair do lugar e fazer muito mais.



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Por: Christian Barbosa, para o site Dicas Profissionais.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

As vantagens de ser organizado

O neurocientista e autor americano Daniel Levitin explica por que se organizar nos ajuda a ser mais produtivos


O segredo para lidar com um mundo hiperconectado e com excesso de informações é saber como ser organizado. É o que defende o neurocientista americano Daniel Levitin em seu livro “A Mente Organizada - como pensar com clareza na era da informação” (Ed. Objetiva, 2015). Para ele, quem não se organiza, corre o risco de deixar que os outros escolham o que será o foco de atenção no dia a dia. E também acabar se estressando mais. “Muitos vão para casa no fim do dia com a sensação de que não fizeram o suficiente e continuam com a cabeça no trabalho - e, quando estão no trabalho, ficam pensando sobre sua casa, sobre a família”, diz Daniel. “Não é uma boa maneira de viver, é frustrante!”.

• Por que a organização é tão importante?
Ser organizado significa ser capaz de focar no que é mais importante e fazer aquilo que for prioritário. Se não nos organizamos e não definimos objetivos, deixamos o mundo externo decidir as prioridades. Então não somos capazes de escolher em que iremos prestar atenção. Entre Whatsapp, Facebook e e-mails, você estará deixando essas coisas interromperem seu fluxo. Você poderia, por exemplo, ter um tempo de descanso ou um tempo de qualidade com sua esposa, mas em vez disso está constantemente vendo o celular. É muito difícil manter o foco quando há muitas coisas disputando sua atenção. Pessoas produtivas desligam todas as fontes desnecessárias quando decidem focar em outra coisa.



• Então se organizar é também uma questão de ter mais controle sobre as coisas?
Sim. Se você escreve as coisas que precisa fazer e as prioriza, então você se sente muito mais no controle das coisas, mais focado e portanto mais relaxado. Você não estará constantemente pensando se tem alguma outra coisa que você deveria estar fazendo.

• As empresas estão dando autonomia para os funcionários priorizarem as tarefas no seu dia a dia?
Muitas. Nos Estados Unidos é uma tendência. Mesmo organizações militares, que sempre foram conservadoras, têm dado mais autonomia e oportunidade para as pessoas tomarem a iniciativa. É como os japoneses têm feito por muito tempo, deixando que as pessoas, mesmo as que estão embaixo na hierarquia, tenham mais liberdade para organizar suas tarefas e prazos. Se você contrata boas pessoas, isso funciona.

• E o que fazer quando estamos no trabalho e estamos cansados, dispersos e sem energia, mas com prazo para entregar?
Em qualquer relacionamento, comunicação é muito importante. Eu diria para tentar fazer um acordo com seu chefe para mudar o prazo. Se você se sente sobrecarregado, sua atenção começa a divergir e é muito difícil continuar. Normalmente, nessa hora, vamos buscar um café. Mas vai chegar um ponto em que seu cérebro simplesmente não aguenta mais estímulo. É aquela última xícara de café que é ruim para você. Acho que se seu cérebro chegou ao ponto de não conseguir se focar, é preciso fazer uma pausa. Mas uma pausa de verdade, não surfar na internet, mas fazer uma caminhada, ler um livro. O ideal é fazer isso durante cerca de 15 minutos, de duas a três vezes por dia. Fazendo isso, você será muito mais produtivo no resto do tempo. Inclusive, tem uma regra de que controladores de avião, ao tomar uma pausa, não são permitidos a ficar com os olhos em uma tela, seja celular ou computador. Porque isso não descansa o cérebro, só desgasta mais.

• Como a organização pode ajudar nossa inteligência emocional?
As emoções têm um propósito importante. O objetivo é saber gerenciá-las melhor. Uma das emoções que sentimos muito esses dias é frustração ou raiva quando as coisas não vão do jeito que queremos. Não podemos controlar tudo, mas temos uma chance melhor se nos organizarmos com antecedência. Por exemplo, em uma viagem, posso prever o que farei caso meu passaporte seja roubado. Posso planejar para as possíveis coisas ruins que podem acontecer e estar mais preparado e reagir melhor caso elas acontecem.





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Por: Bárbara Nór para a revista Você SA